As Três Américas, os Três Poderes e os Três Setore

... “Tomamos a Terra emprestada às nossas crianças e adolescentes. Portanto devemos respeito e cuidado a essas crianças e adolescentes, para que possam nos substituir adequadamente neste empréstimo eterno às futuras gerações”.

Discuti-se muito atualmente, o destino das Américas (Central, do Norte e do Sul) no que seria a ALCA (Área de Livre comércio das Américas) e eu estou gostando da posição do nosso novo presidente. Acordo de negócios deve ser pautado em uma relação ganha-ganha. Livre comércio não significa livre só pra os Americanos “do norte”. Livre significa que podemos vender o que temos e comprar o que não temos. E eles, os americanos do “norte” querem vender para nós o que tem de bastante e não comprar da gente o que temos de bastante. O protecionismo vai ser amplamente agora discutido. Dos 33 países que compõem o quadro da ALCA, o Brasil é foco das lentes mundiais. Devemos aproveitar o momento e ganhar.
Discute-se também nos três poderes (Legislativo, Judiciário e Executivo) o novo perfil do Brasil. Que país é esse de Leis tão em desuso? De Leis que não são cumpridas e de Leis que inexistem? Em 2001, após 18 anos da prática do crime sofrido por Maria da Penha, mulher, farmacêutica, vítima de duas tentativas de homicídio cometidas por seu então companheiro em seu domicílio, em decisão inédita, a Comissão Interamericana condenou o Estado brasileiro por negligência e omissão em relação à violência doméstica, recomendando ao Estado, dentre outras medidas, “prosseguir e intensificar o processo de reforma, a fim de romper com a tolerância estatal e o tratamento discriminatório com respeito à violência doméstica contra as mulheres no Brasil”. Cabe a nós fiscalizar a quem demos o voto. Os três poderes funcionam, assim como nas empresas, quando são cobrados.
Por fim discute-se por aqui os três setores que alavancam o país (Indústria, Instituições de Ensino e Organizações não Governamentais) e que devem ser repensados sempre.
O processo de tomada de decisões na área do trabalho da indústria brasileira é institucionalmente tripartite. Dele participa a sociedade, por meio das representações dos empregados e empregadores, além do próprio governo. Não raro tem voz ativa nesse processo outros órgãos do estado e até organizações não governamentais.
Na base de qualquer democracia contemporânea encontra-se a participação cidadã através das Organizações Não Governamentais, como os Rotary Clubs, por exemplo, entendida aqui como a possibilidade do cidadão influir no processo de tomada de decisões sobre a administração da coisa pública. Fomentar a construção de arenas nas quais essa participação possa acontecer é um desafio de todo governo democrático através também da educação. Os efeitos do processo de globalização sobre a educação não devem ser minimizados, e muito menos ignorados; são irreversíveis e seu potencial de transformação é cada vez maior. Esses efeitos devem ser permanente e cuidadosamente avaliados por todos aqueles que se interessam em preservar a qualidade da educação e os valores socioculturais regionais e nacionais que ela expressa. Lembramos aos professores de todo o país uma frase existente na entrada do prédio do Unicef, em Nova York, que nos lembra que “tomamos a Terra emprestada às nossas crianças e adolescentes”. Portanto devemos respeito e cuidado a essas crianças e adolescentes, para que possam nos substituir adequadamente neste empréstimo eterno às futuras gerações.

Luis Antonio Helena, 42, administrador, é presidente do Rotary Club S.J. Rio Preto Palácio das Águas. Mestre em Negócios Educacionais pela Unaerp, Coordenador do Curso de Marketing da Unirp, Coordenador da Empresa Júnior da Unirp e Professor de Administração Mercadológica.


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